Ryncholaeliocattleya George King

Rlc George King - Foto & cultivo: André Merez - Clube do Orquidófilo

Um clássico dos anos 70


Resultado do cruzamento entre a Rhyncholaeliocattleya Buttercup e a Cattleya Bob Betts, esse híbrido foi registrado na Royal Horticultural Society por George A. King no dia 01 de janeiro de 1970. Além da textura e do tamanho de suas flores, o que torna esse cruzamento particularmente interessante é a sua cor salmão, até então não detectada em flores de orquídeas.

Quanto a sua nomenclatura, o órgão internacional de registro tem como principal definição intergenérica o nome de Rhyncholaeliocattleya (Rlc), resultado do cruzamento entre os gêneros Ryncholaelia e Cattleya. Também é aceito como sinônimo o nome Brassolaeliocattleya (Blc), devido à mudança de nome da espécie Ryncholaelia digbyana que passou a ser Brassavola digbyana.

Informações sobre o cultivo


Seu cultivo não apresenta grandes dificuldades desde que atendidas suas exigências básicas no que se refere à iluminação que deve ser dos tradicionais 50%, adubação regular e enriquecida de micronutrientes, boa ventilação e regas equilibradas. Cuidados especiais são necessários no verão para evitar o ataque de cochonilhas e pulgões que normalmente podem atacar essa planta nesse período. Fique atento fazendo vistoria regular das plantas da coleção e tomando as providências necessárias.



        

                                                                 



Hoffmannseggella vasconcelosiana

Foto & cultivo: André Merez


A descoberta de um tesouro mineiro



Planta rupícola descoberta pelo pesquisador Reginaldo Vasconcelos em outubro de 2010 nos afloramentos rochosos da Região conhecida por Três Morros, em Guanhães, Estado de Minas Gerais. De porte pequeno, sua parte vegetativa, incluindo pseudobulbos e folhas, alcança o tamanho máximo de 15 cm. Sua inflorescência apical possui hastes que podem atingir os 20 cm de comprimento e contém de 4 a 6 flores de aproximadamente 1,5 cm em seu terço superior e sua floração ocorre predominantemente no verão.

Graças ao trabalho de multiplicação por sementeira feito pela orquidarista Márcia Sanae Morimoto do Colibri Orquídeas, tornou-se possível que essa nova espécie fosse popularizada e comercializada entre os admiradores do gênero, sem precisar retirá-la da natureza, colaborando dessa forma para sua perpetuação em estado natural.

É desse tipo de orquidofilia que devemos nos orgulhar. Espécies brasileiras são descobertas, registradas e multiplicadas por brasileiros! Esse trabalho, além de permitir que os orquidófilos conheçam em tenham acesso às novas espécies de nossa flora orquidácea, ainda ajuda a garantir que esse tesouro natural seja mantido em seu estado natural vegetando em seu hábitat.

Informações sobre o cultivo


Em cultivo doméstico, essa espécie aprecia substrato bem drenado que pode ser composto por uma mistura em partes iguais de casca de pinus com carvão e pedra brita de tamanho pequeno. A umidade ambiente noturna também é importante para esse tipo de planta. Quanto à adubação, sugerimos a utilização de uma formulação equilibrada de (NPK) 20 20 20 com acréscimo de micronutrientes como zinco (Zn), cobre (Cu), ferro (Fe), manganês (Mn), molibdênio (Mo) e boro (B).




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