Phragmipedium schilimii

Foto/ divulgação: Clube do Orquidófilo - André Merez I Phargmipedium schilimii

Os cuidados na adaptação das orquídeas

O Phragmipedium schilimii é originário da Colômbia e faz parte da seção micropetalum desse gênero. Suas flores são relativamente pequenas, medindo entre 4 e 7 centímetros, dependendo da idade da planta, já que normalmente as plantas mais velhas costumam produzir flores maiores do que as de primeira floração. Esse da imagem acima foi trazido do Orquidário Ecuagenera no Equador a menos de um ano, e, desde então, tenho o cultivado para garantir sua adaptação às minhas condições de cultivo.

Desde sua chegada em meu orquidário, minha principal preocupação, sinceramente, não foi fazer com que ele florescesse, mas sim que produzisse novos brotos e raízes fortes, já que as flores são a consequência desses dois itens. Tratei de garantir-lhe boa luminosidade, substrato bem drenado, regas constantes, fornecimento de umidade ambiente, e, principalmente, uma adubação extremamente regrada. Os primeiros dias que seguem, depois da aquisição de um novo exemplar para a coleção, normalmente são um pouco delicados, já que não se pode deixar de considerar que, vencer essa fase de adaptação, será fator determinante para o sucesso no cultivo da planta.

Não podemos deixar de lado o fato de que as plantas advindas de orquidários comerciais têm regimes de regas e adubação controlados, ou seja, as plantas quando cultivadas em grande escala, são submetidas a um ritmo regular no fornecimento de nutrição, umidade, regas e iluminação. Esse ritmo é muitas vezes mais pesado do que normalmente oferecemos em cultivo doméstico, e, se não procurarmos manter esse ritmo, pelo menos durante a fase de adaptação, as plantas regredirão tanto em sua parte vegetativa, quanto em sua floração.

Isso não quer dizer que não possamos, aos poucos, ir reduzindo esse ritmo conforme a planta for demonstrando sinais de adaptação. Na medida em que a planta começar a brotar e emitir raízes esse ritmo pode ser reduzido e adaptado àquele utilizado com as demais plantas da coleção, como no caso da adubação homeopática, sempre defendida por mim aqui no Clube em várias outras postagens.


Sobre a planta acima, tem demonstrado os sinais de adaptação emitindo novos brotos e raízes e, como não bastasse, resolveu ainda dar o “ar da graça” me presenteando com uma única e graciosa flor, certamente um “aperitivo” do prato principal que certamente será a plenitude de sua floração depois que estiver totalmente adaptada. Orquidofilia é, acima de tudo, a paciência em forma de respeito e compreensão aos diferentes estágios de desenvolvimento e adaptação das orquídeas.



Cattleya intermedia

Foto/divulgação: Clube do Orquidófilo I André Merez - C. intermedia v. vinicolor aquinada

O ‘aurea mediocritas’ do gênero que homenageia Willian Cattley

O gênero Cattleya foi proposto por John Lindley em 1821 em sua Collectanea Botanica em homenagem ao orquidófilo inglês Willian Cattley, cujo nome foi posteriormente latinizado para ‘Guglielmus Cattleyus’. Abrangendo em torno de setenta espécies espalhadas nas Américas do sul e central, são a representação mais difundida da família orquidácea. Quando pensamos em orquídeas é, sem dúvida, a imagem de uma Cattleya que nos vem à cabeça.

O nome da C. intermédia, segundo informações obtidas na obra “A etimologia a serviço dos orquidófilos” do Pe. José Gonzales Raposo, parece indicar a afinidade que essa espécie estabelece por um lado com a C. loddigesii no que se refere ao seu colorido e por outro lado com a C. forbesii no que se refere à forma. O que nos leva a deduzir que esta espécie seria algo intermediário entre essas outras duas espécies.

Trata-se de uma Cattleya nacional bifoliada e suas inflorescências podem conter de 3 a 7 flores de duração bastante longa, levemente perfumadas, de colorido geralmente branco-róseo em suas pétalas e sépalas e labelo de colorido róseo-magenta na forma tipo. Outras variedades são detectadas e podem ser divididas em categorias tanto no que se refere às formas das flores, quanto ao seu colorido. As variedades referentes à cor mais conhecidas são alba, coerulea, vinicolor, concolor, rubra, sanguínea, lilasina e rubra. Já as variedades referentes a forma das flores podem ser pelórica, aquini, flâmea e bergeriana, além das classificadas como multiforme que podem apresentar duas ou mais dessas características na mesma flor. Para uma explicação mais detalhada das variedades dessa espécie, é possível conhecer a proposta muito bem elaborada pelo orquidófilo Carlos Gomes clicando aqui.

Considerações sobre o cultivo

Seu cultivo deve ser feito em sombreamento de 50% em ambiente com umidade elevada, adubação semanal equilibrada com os macro e micro nutrientes e complementação com Cálcio e Magnésio. Vale lembrar que, por possuir pseudobulbos relativamente finos para armazenamento de água e nutrientes, essa espécie não pode sofrer déficit nutricional e as regas devem ser mais frequentes em épocas de baixa umidade relativa do ar.



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