Blc Durigan

Blc Durigan I André Merez I Clube do Orquidófilo

O híbrido dos híbridos

Resultado muito bem sucedido do cruzamento entre duas plantas tetraploides a Blc Wainae Leopard e a Cattleya Corcovado, as Durigan apresentam uma variedade bastante interessante de cores e padrões diferenciados em sua principal característica que são suas pintas. Segundo informações obtidas no site do Orquidário Durigan, essa variação de cores pode abranger o vermelho, amarelo, rosa, verde, acobreado, dourado, flameadas com pintas distribuídas de várias formas pelas pétalas e algumas originando lindos agrupamentos.

Criada pelo orquidófilo paranaense Josélio Durigan em meados de 2000, esse híbrido tem ainda duas características muito bem-vindas aos colecionadores. Suas florações podem ocorrer duas ou mais vezes por ano e suas flores chegam a durar mais de trinta dias. Essas qualidades garantem uma participação muito frequente desse híbrido na maioria das exposições de orquídeas em todo país. É frequente visitarmos exposições em diferentes épocas do ano e termos a oportunidade de ver uma bela Blc Durigan entre as plantas expostas e muitas vezes entre as premiadas no pódio.

Na categoria dos híbridos pintalgados, as Durigan certamente ocupam uma posição de destaque entre os colecionadores. Interessante observar que até os orquidófilos mais puristas que não são muito afeiçoados aos cruzamentos, dificilmente resistem à beleza particular que essa planta consegue possuir. Esse quesito até nos permitiria afirmar que, por diversos motivos, seja perfeitamente possível considerá-lo não apenas mais um híbrido, mas o “híbrido dos híbridos”.  

Quanto ao histórico dos cruzamentos que levaram à realização desse híbrido, considerando toda a trajetória anterior à sua criação com o cruzamento de seus dois últimos parentais (Blc Wainae Leopard e Cattleya Corcovado) podemos afirmar, segundo informações obtidas em uma palestra do orquidólogo Ricardo Gioria, que as Durigan trazem em seu histórico as seguintes porcentagens:


Interessante descobrir que, os primeiros cruzamentos que deram origem às plantas anteriores aos dois últimos parentais que formaram esse híbrido, de alguma forma, estão presentes nessa incrível miscelânea das mais variadas cores e formas que resultaram na enorme variação detectada entre os 16 mil primeiros seedlings feitos por Josélio Durigan. Algo admirável e de grande valor para o estudo das hibridações feitas em nosso país.

Importante registrar também que a criação de Josélio Durigan recebeu diversos prêmios internacionais oferecidos pela AOS (American Orchides Society), entre eles o  Award of Quality (AM) para o cruzamento que originou a Blc. Durigan (Blc. Waianae Leopard x C. Corcovado), somente ofertado a três ou quatro cruzamentos em todo o mundo. E também o Highly Commended Certificate (HCC,) pelas plantas Blc. Durigan “Aquarius”; Blc. Durigan “Aquila”; Blc. Durigan “Cygnus”; Blc. Durigan “Estrela de Barnard”; Blc. Durigan “Sagittarius”; Blc. Durigan “Scorpius” e a Blc. Durigan “Sirius.



Cattleya Pedra da Gávea

C. Pedra da Gavea I Foto & cultivo: André Merez

Uma bela criação de Aniel Carnier

Trata-se de mais um híbrido histórico formado da bem sucedida junção de dois outros clássicos da hibridação, a C. Pão de Açúcar e a C. Penny Kuroda. Essa planta certamente conquistou seu espaço entre os muitos orquidófilos entusiastas das chamadas “pintadinhas”, como é o caso da Blc Durigan, da C. brabantiae, C. Landate, entre outras.

No conceituado site de registro de híbridos “Royal Horticultural Society”, consta o registro dessa planta feito por R.B. Cooke em maio de 2002, mas originalmente ela foi criada e nomeada por Aniel Carnier, conceituado orquidófilo da cidade de Rio Claro, no Estado de São Paulo. Pelo que se pode verificar na descrição do registro, Cooke fez a gentileza de registrar a planta criada por Carnier, sem deixar de evidenciar os méritos da criação.

Depois de muita pesquisa, inclusive conversando com orquidófilos mais experientes que tiveram contato com Aniel Carnier, não foi possível até o momento ter conhecimento dos motivos exatos que levaram o criador dessa planta a escolher o nome de “Pedra da Gávea”. O que pode ser suposto, é que o nome tenha sido criado em analogia de um dos parentais que entraram nesse cruzamento, a Cattleya Pão de Açúcar.


O monólito gnaisse chamado Pedra da Gávea é considerado o maior bloco de pedra a beira mar do mundo e situa-se no litoral do Rio de Janeiro, mais precisamente entre os bairros de Barra da Tijuca e São Conrado. Trata-se de um ecossistema da Mata Atlântica secundária rico em bromélias e orquídeas, entre elas a famosa Laelia lobata, endêmica desse local.



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