Masdevallia

Foto/ divulgação Clube do Orquidófilo I André Merez  Masdevallia Dennis Rossigler

Um gênero de formas incomuns e belas


Informações sobre o hábitat

Oriundas em sua maioria de regiões úmidas e com baixas temperaturas, as plantas do gênero Masdevallia atendem aos anseios dos orquidófilos que apreciam as formas mais incomuns, sem abrir mão da beleza. Com aproximadamente 400 espécies registradas, em sua maioria em regiões montanhosas, essas plantas de sépalas fundidas devem ser colecionadas por orquidófilos que tenham condições de fornecer a elas um clima de ameno para frio, de preferência com uma leve mudança de temperatura entre o dia e a noite.

Os interessados pelas Masdevallia também deverão apreciar os gêneros Dracula, Dryadella e Trisetella, já que estes foram desmembrados delas e guardam impressionantes semelhanças.   

Algumas dicas de cultivo

Trata-se de uma ótima opção para aqueles que dispõem de pouco espaço para cultivo, já que são plantas em sua maioria de porte pequeno.

A luminosidade ideal deve estar em torno de 70% de sombreamento, pois normalmente vegetam nas regiões mais escuras das matas. O excesso de luz fará com que suas folhas fiquem amareladas e se destaquem facilmente do rizoma.

O substrato pode ser composto de uma mistura de esfagno e casca de pinus em uma granulação um pouco menor da normalmente usada em Cattleya. O vaso deve ser preferencialmente o de plástico, por sua maior capacidade de retenção de umidade.

As regas deverão ser um pouco mais frequentes do que nas demais orquídeas, contudo, é recomendável a leve secagem do substrato entre as regas, pois o encharcamento constante das raízes também pode ocasionar a perda do exemplar.


A umidade do ambiente de cultivo deve estar sempre acima de 70%, caso contrário torna-se praticamente impossível cultivá-las. Para tanto pode-se lançar mão de recursos como pratos com brita abaixo dos vasos, ou umidificadores de ambiente. Uma ressalva importante é a atenção ao ataque de lesmas e caramujos devido a maior umidade de que necessitam. Faça vistorias frequentes no orquidário, principalmente à noite e, se necessário, utilize um lesmicida, como o Metarex, por exemplo.   




Cultivando raízes

Foto/divulgação Clube do Orquidófilo I André Merez 


Se as raízes estão bem, todo o resto está bem                                                              


As raízes são estruturas fascinantes de grande importância para as orquídeas e sua formação básica é composta de duas partes. A primeira é o velame, um tecido que envolve a raiz e tem a função de uma espécie de ‘esponja’ responsável pelo aumento de absorção de água e nutrientes, por intermédio de uma relação chamada de simbiose com um fungo benéfico denominado micorriza que contribui diretamente com a nutrição da planta. A outra parte é a coifa, também chamada de meristema apical; é aquela pontinha geralmente verde que se encontra no ápice da raiz e é responsável pelo seu crescimento.

Na natureza as raízes em sua maioria ficam expostas, agarradas às árvores, às pedras ou mesmo aéreas. Quem já teve a oportunidade ver plantas no habitat pôde verificar como elas se desenvolvem ao longo dos troncos por grandes extensões. Isso ocorre para aumentar sua área de absorção de nutrientes e umidade atmosférica. Contudo, no cultivo feito em nossos orquidários, as submetemos ao confinamento em vasos, sem a ventilação e a luz adequadas para seu desenvolvimento e, algumas vezes, por inabilidade ou por falta de condições controladas de regas, expomos as raízes das nossas plantas ao excesso de umidade.

Cultivar orquídeas é basicamente saber cuidar de suas raízes. Preocupar-se com as boas condições delas é de extrema importância para todo o desenvolvimento da planta, tanto no que se refere à parte vegetativa quanto à quantidade e qualidade das florações. Na maioria das vezes que observamos anormalidades nas plantas, se verificarmos, acabamos descobrindo que as raízes foram seriamente comprometidas. Se elas apodrecem por excesso de umidade, não têm como absorver nutrientes e toda a planta vai definhando.

Garantir-lhes boa ventilação por intermédio do uso de substratos bem drenados e de vasos corretos, assim como controlar as regas com critério para evitar seu encharcamento, são condições essenciais para sua preservação. Cuidados na hora do replante ou do reenvase também são necessários, evitando deixar a planta solta no vaso, já que nesse caso sua coifa ficará em atrito constante com o substrato, quebrando-o e interrompendo seu desenvolvimento. Conheça sua planta, pesquise sua origem e verifique as condições do habitat de onde vieram e cuide de suas raízes, pois elas são o ‘segredo’ do bom cultivo.




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